Era ela quem segurava minha mão para atravessar a rua. Quem cuidava de mim em suas inúmeras noites de sono perdido. Ela quem abria mão de suas vontades para satisfazer as minhas, e ainda o faz. Foi nela o meu abrigo mais seguro e temporario. É ela! Quem não dorme enquanto eu não chego em casa. Que liga a todo instante em busca de notícias minha quando estou fora. É ela! Quem dispõe de um sentimento tão nobre do qual somos incapazes de compreender até o dia que estivermos em seu lugar. Não há gesto que retribua estes, exceto a lição que tiramos e passamos adiante à nossa casta.