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Mostrando postagens de fevereiro, 2012

Quando eu me for...

Quando eu me for (se eu me for) Vão até onde eu não fui Caminhos do ilimitado A face inédita do futuro Sem fronteiras Sem inimigo Encontrem os meios da liberdade e vão tão longe quanto possam Limiares de um outro mundo Sem oprimidos Sem classes E quando as novas veredas do socialismo forem percorridas lembrem-se de que fui até o impossível freio (Só que me faltou o tempo)   Loreta Valadares     Texto retirado do folden em homenagem à Companheira Romana Barros Silva de um mês de falecimento.

Simples palavras; mas sinceras

  Palavras parecem insuficientes E as nossas ações falhas No entanto, no nosso coração Está guardado nosso tesouro Seja aqueles que amamos E que precisamos por perto Seja o que mais acreditamos Ou um ideal que adotamos E a ACF sempre nos ensinou A cultivar-mos nossos tesouros Sejam eles a amizade gerada Ou o projeto de caminhada Uns aprenderam a polir Cada vez melhor seu tesouro Outros, por medo ou pudor Preferem não se expôr Ser guardião de preciosidade Requer muita responsabilidade Peço desculpas pelas falhas E obrigada tesouros pela lealdade! *** Textos aos companheir@s de caminhada da Associação das comunidades Fraternas. Em especial ao Adriano Cavalcante que cumprio até aqui firmimente seu compromisso de estar à frente da mesma. 

A despensa

A despensa é lugar onde armazenamos comestíveis. No entanto, nossa alma também precisa ser alimentada, esvaziada. Então, o que você guardaria em sua despensa?  Lógico que você estocará aquilo que mais gosta e que não vive sem. Guardaria também lembranças, desde que elas te façam bem. E o que dispensaria? As lembranças amargas de um dia? Talvez aqueles pensamentos com potencial para dilacerar-lhe por dentro. Se tem uma coisa que precisamos estocar, gente amiga, chama-se PACIÊNCIA. Este é o primeiro item da minha lista, visto de longe numa prateleira visível. Caso contrário, não teria paciência de procurar por todas as outras. Agora, com paciência para seguir,  caminho aprendendo a contar lentamente de um a vinte e dois. Inspirando e expirando. Desejar veementemente por paz de espírito, pela calmaria que me transformaria no mais sereno dos seres. Dispenso o doentil espírito de parcialidade. Bem próximo da paciência, eis que surge a SABEDORIA. Com um bom estoque de sabedoria, so...

-Café

   "Entre vício e o prazer Entre um café e você Um gole para acordar O que nunca adormece Outro para nos aquecer   Quando a noite desce."

Rubem Alves

A Adélia diz: "De vez em quando Deus me castiga, me tira a poesia. Olho uma pedra e vejo uma pedra..." Tem gente que ouve o canto das cigarras e ouve apenas o canto das cigarras. Tem gente que fala Páscoa e só vê ovo de chocolate. Pensam na ressurreição como algo aconteceu, faz muito tempo, num lugar distante. ( Impossível. mortos não ressuscitam. ) E pensam em algo que acontecerá de novo num tempo distante, muito longe, no futuro ( Impossível. Mortos não ressuscitarão.). Mas a poesia não conhece nem o passado e nem o futuro. O passado sobre que a poesia fala é presente na memória e nos sentimentos. O futuro sobre que a poesia fala é presente na esperança. Assim os poemas da ressurreição falam sempre do presente. A Morte é agora. Nós somos o túmulo. "Quem anda duzentos metros sem vontade anda seguindo o próprio funeral vestindo a própria mortalha...' Muita gente morreu e não percebeu. Mas a Ressurreição pode acontecer também agora.