Os dias tem sido intrinsecamente doridos. Tenho certeza quase absoluta que tenho feito pouco, pouquíssimo, para que isso mude. Talvez, criar um mundo só meu não seja a melhor solução. Não quando quem mais interessa não estará nele. Em meio a tudo isso o sono funciona como uma droga para a mente. Um refúgio. Uma ilusão. Alívio instantâneo e efêmero, uma oportunidade de acreditar que tem em mãos o poder de fazer tudo o que deseja. Tudo é belo. Até que você acorda. Você acorda e percebe que agora está tudo pior, porque acabara de jogar mais um dia fora. Mais um dia sonhando é menos um dia vivendo, quando não movemos céus para que eles se tornem realidade. Talvez esse desânimo seja decorrente da minha crescente capacidade de ser cética com a vida, com as pessoas, as vezes até comigo mesma.