Tenho bem gravado aqui, a imagem do seu rosto congelado da fotografia. Confesso não ter reparado no restante da foto, o seu sorrido roubou toda a minha atenção. Por um instante isso tornava-se real, cada ação, sorrisos e olhares. -Como foi o seu dia, dileto? Não sabia onde estavam as palavras, nesse momento pareciam fugir de mim. Estávamos defronte. Eu e você! Quando ele respondia, eu acompanhava minuciosamente cada gesto, cada palavra pronunciada, cada olhar direcionado ao meu com delonga. Apreciando seus cabelos, minhas mãos inconscientemente traiam meu comando. Meus dedos escorregavam entre eles. Eu pude sentir cada fio de suas mechas. Como nunca tinha tocado cabelo algum. Poderia ficar afônica que aquele gesto falava por mim. Aos poucos fui despertando com os pingos de chuva que tocavam insistentemente meu rosto. Troquei de travesseiro na intenção de voltar aquela cena. Meu interesse não estava na matéria do sono, mas sim nos esforços que fiz para ver se dormia novamente e pegava ...