Tanto tempo se passou/ eu que esqueci de marcar o tempo Já não existe razão/ para lembrar-me de você Não existe metade de fotografias/ que me faça te esquecer Suas cartas de ontem/ hoje são cinzas A distância não incomoda/ ajuda-me a equilibrar a vida Se um dia existir dor, no outro dia ela alivia "Depois da tempestade; sempre vem a calmaria." O relógio aponta meia noite/ a madrugada é sutil Passa despercebida/ quando não passa fria O silêncio que faz bem/ as vezes nos traz questionamentos Hoje os meus pés que me guiam/ mais também não sigo as direções do vento Não me adaptei as lágrimas/ mas aprendi a disfarçar um sorriso O espelho do quarto/ uma lágrima a mais não denuncia "Depois da tempestade; sempre vem a calmaria."