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Mostrando postagens de novembro, 2020

Memórias afetivas

 É impossível resgatar memórias afetivas da minha infância  sem vinculá-las às lembranças criadas nas casas dos meus avós A mesa grande e diariamente ladeada pela família Os círculos bíblicos com todos os vizinhos envolvidos É como costumo dizer  A casa dos avós  são potentes fábricas de memórias afetivas As reuniões diárias com os primos As incansáveis brincadeiras livres na rua Perder a noção do tempo no chão da sala enquanto desbulhava o feijão em tempos de colheita A casa dos avós são potentes fábricas de memórias afetivas As viagens anuais no dia 02 de novembro Doces tardes saboreando seriguelas diretamente do pé Dormir na sala porque todos os cômodos já estavam ocupados Acordar de 1 em 1 hora com o alarme do relógio E ainda assim ser incapaz de reclamar do som familiar A casa dos avós são potentes fábricas de memórias afetivas Eu precisaria me esforçar para lembrar da maciez  dos lençóis das camas de hotéis por onde andei Mas lembro com gratidão da rede da...

Sobre o fim de ciclos significativos

  Reflexão: Quando a casa dos avós se fecha Acho que um dos momentos mais tristes da nossa vida é quando a porta da casa dos avós se fecha para sempre, ou seja, quando essa porta se fecha, encerramos os encontros com todos os membros da família, que em ocasiões especiais quando se reúnem, exaltam os sobrenomes, como se fosse uma família real, e, sempre carregados pelo amor dos avós, como uma bandeira, eles (os avós) são culpados e cúmplices de tudo. Quando fechamos a casa dos avós, também terminamos as tardes felizes com tios, primos, netos, sobrinhos, pais, irmãos e até recém-casados que se apaixonam pelo ambiente que ali se respira. Não precisa nem sair de casa, estar na casa dos avós é o que toda família precisa para ser feliz. As reuniões de Natal, regadas com o cheiro a tinta fresca, que cada ano que chegam, pensamos “…e se essa for a última vez”? É difícil aceitar que isso tenha um prazo, que um dia tudo ficará coberto de poeira e o riso será uma lembrança longínqua de tempos...

Sobre a felicidade

  Se a felicidade é mesmo contagiosa,  como explicar as lágrimas por trás do sorriso do palhaço? Ela não é um evento grandioso do futuro,  mas o quanto estamos cientes e pensamos sobre o nosso presente. Não é sobre ter, é sobre ser. Não está no outro, mas em nós mesmos. Mas se por acaso, ou por obra do destino Alguém te fizer feliz Por favor, REVIDE . Vez ou outra dê a chance de si perguntar: Eu sou feliz onde estou, com quem estou e com o que eu faço? Fazer o que não gosta é muito desgastante e trabalhoso e nós somos os maiores responsáveis pela nossa própria felicidade. Reflexões provocadas nas aulas da disciplina de Educação e Humanização: Condições da poética Humana - 7NA Psicologia.