
Sei o teu nome; mas você nunca me ouviu pronunciar. É tão lindo o teu nome (tanto quanto teu olhar). As letras que formam são as mesmas que conheço. Mas
juntas, formam algo que sinto aqui sempre que me pego à pronuncia-lo. Olhares trocam informações mudas. Substituem palavras que deixamos calar, quando tudo que queríamos era falar. É a linguagem mais correspondida, mas pouco compreendida. Sua voz eu esqueci de lembrar, não consegui guarda-la em mim. Nos curtos segundos, minha memória fotográfica se encarregou de guardar cada gesto seu, imagens mudas. Pensar em uma palavra (teu nome) é unir tudo que se esconde, tudo aquilo que um dia eu poderia desejar para mim.
Agora estou aqui, ao som do saxofone, sem tua voz, apenas com o teu nome.
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