“Ele estava la em cima, no primeiro andar, e lá tinha um terraço que dava pra vê a rua embaixo e as pessoas que lá estavam. E eu desci pra conversar com alguém. Quando ele me viu, gritou meu nome demonstrando que viria ao meu encontro. O único problema até então, era o de que ele pularia de aproximadamente 20 metros naquele instante. Então, num ato desesperado e de autocontrole ao mesmo tempo, me prontifiquei a aamortecer a sua queda. Então me pus abaixo do espaço onde ele cairia e abri os meus braços numa tentativa de salvar-te a vida.” Eu não sei se a física explica o contrário, mas nesse sonho eu consegui meu objetivo.
E se me perguntarem quais os laços que nos une, eu vos responderei: Sou para ele aquela que apararia sua queda salvando-lhe a vida, como neste sonho que acima descrevo. Porque eu posso não saber o significado de todos os meus sonhos, mas posso descrever com precisão as sensações que senti ao tê-los. Poderia dizer também que sou aquela que o viu crescer, que segurou sua mão para que desse os primeiros passos, aquela que já perdeu o sono para embalá-lo, que já cantou pra acalmá-lo. Porque chegar em casa depois de uma viagem ou de um fim de semana fora e não ir vê-lo, mesmo que seja um beijo enquanto dorme, se não constatasse que você está bem como eu o deixei, não ficaria em paz. Acrescentaria ainda ser aquela que se orgulha ao ver você se desenvolver inteligentemente de tal maneira que me causa surpresa. Como pode um ser tão pequeno ser tão esperto e capaz de despertar um sentimento tão grande? Só sei que o amo antes mesmo que desenvolvesse em você a audição para possa ouvir isso.

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