Primeiramente deu um "Adeus" à sensaboria que foi seu dia e um "Oi" à parte do dia em que o sol se esconde. Então ela foi tentar dormir, um de seus rituais preferidos pelo efeito "ausência". Mas nesse dia ela tinha companhia. Seus pensamentos eram uma verdadeira orquestra de sons em desarmonia. E isso para ela não era uma boa companhia. sabia que sua noite não seria tranquila como a que antecedeu. Então me disse que tudo que ela desejava fervorosamente era reconquistar a sua paz de espírito.
Não sabia se perdera ou se lhe foi roubado. Mas era também o equilíbrio que ela buscava e por motivos externos não o tinha. Por vezes pensava como parecia-lhe difícil pôr sua mente e seu coração numa balança e encontrá-lo lá (equilibrio). Na verdade isso é para ela como o inatingível. Sua esperança era como o sol que em dias brilhava e em outros se escondia. Ela enxergava-a, mas logo seus olhos doíam. E isso denunciava a sua sensibilidade que as vezes continha. Ela disse-me que nessa noite chorou! Pois seu coração estava em conflito e sua alma ferida. Refletiu então, como é dolorosamente difícil crescer interiormente e aprender com a vida. A noite foi testemunha de sua vulnerabilidade. E essa característica chegava a incomodá-la. A intrigava. Pois sua maior ambição era ser dona dos seus próprios pensamentos e ter sua mente sob controle. Almejava ser como uma espécie de líder para a sua mente, mas não possuía espírito de liderança. E nessa noite tudo que conseguiu foi transformar essa panacéia emocional em água com sal. Motivado por frustração, ausência e saudades. E então disse-me que o que restava-lhe era esperar pelo sol, pois ao seu poder macro suas lágrimas não subsistiriam. "As lágrimas são úmidas, e a umidade não resiste ao seu calor".

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