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Início, meio e fim.


Primeiro passo, descanço e chegada. Acordar, levantar e dormir novamente. Nascer, crescer e morrer.  Princípio, meio e fim. Chegar, ficar e se despedir. É lei da natureza. O correto seria as coisas acontecerem dentro da sua naturalidade, mas muitas vezes somos surpreendidos pelo inesperado. Quando plantamos uma semente, logo pensamos na flor que se tornará, em sua formosura. Apesar da admiração, sabemos que elas possuem espinhos, e deveríamos aprender a lidar com isso. Sobretudo, temos a plena consciência que a beleza da flor não é perene, não dura para o sempre. Um dia ela perderá a sua vitalidade e nós sua beleza. E mesmo que cultivássemos, nossos esforços seriam em vão, insuficientes. Mas a frustração dá lugar ao conhecimento de que ela existiria até que pudesse transbordar seus sentidos, enchendo seus olhos de beleza, seu olfato com seu perfume, seu tato com sua suavidade e leveza e seu paladar com seu gosto amargo por perdê-la. E seus ouvidos nunca mais ouvirão um "obrigada" de uma mulher ao recebê-la. Embora perpassem pelas três fases, algumas vezes o tempo lhe é furtado. As coisas antecipadas, os momentos que tínham para viver lhe é usurpado. Em fase de mutação, a já formada borboleta se esforça para sair do seu casulo. Uma vez li que se alguém tentar antecipar sua saída, suas asas são danificadas e nunca poderá voar. Ou seja, a sua força depende do seu próprio esforço. Além disso, há um tempo determinado para que as coisas aconteçam e nós não podendo interferir. Mas se o fizer sofreremos consequências por tal decisão. As vezes erros irreparáveis. Consequências amargas e cicatrizes para uma vida inteira. 

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