Os dias tem sido intrinsecamente doridos.
Tenho certeza quase absoluta que tenho feito pouco,
pouquíssimo, para que isso mude.
Talvez, criar um mundo só meu não seja a melhor solução.
Não quando quem mais interessa não estará nele.
Em meio a tudo isso o sono funciona como uma droga para a mente.
Um refúgio. Uma ilusão.
Alívio instantâneo e efêmero, uma oportunidade de acreditar
que tem em mãos o poder de fazer tudo o que deseja.
Tudo é belo. Até que você acorda.
Você acorda e percebe que agora está tudo pior,
porque acabara de jogar mais um dia fora.
Mais um dia sonhando é menos um dia vivendo,
quando não movemos céus para que eles se tornem realidade.
Talvez esse desânimo seja decorrente da minha crescente
capacidade de ser cética com a vida,
com as pessoas, as vezes até comigo mesma.
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