Houve um tempo em que escrever me ajudava a compreender melhor aquilo que eu não entendia. É, talvez eu esteja perdendo o costume de hábitos antigos. Houve um tempo em que eu não punha o sorriso no bolso nem na hora da fotografia. Ele era destinado a alguém do sexo oposto. E o retorno sincero me parecia. Talvez esse hábito sim precise ser esquecido. Pois sorrisos são principalmente destinados aos desconhecidos. É o cartão de visita que diz "Você será bem recebido". Houve um tempo. Momentos remotos. Tanto que eu já nem lembro mais.
Bem por aí mesmo... "Tenho amigos para saber quem sou", e para não esquecer quem sou e também para lembrá-los de quem eles são". Por isso as lembranças são tão vivas e os momentos juntos tendem a ser singulares. Feliz dia d@ amig@! Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previ...
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