Motivos que me trazem a este lugar, que carinhosamente, denominei como o depósito dos meus sentimentos, vulgo "aonde vai o que eu sinto": primeiramente a infinita e curiosa incógnita sobre o que fazer com o que sentimos quando não podemos exteriorizá-lo de uma certa forma, demonstrar ou simplesmente confiar uma parte nossa tão preciosa como o nosso coração. O verdadeiro sentir. E isso é uma decisão séria, e também difícil nos dias atuais onde os valores estão cada vez mais banalizados. O segundo, são as pulgas atrás da orelha. Porque não há pessoa melhor para dialogar quando se tem poucos para confiar do que consigo mesmo, exceto à Deus. O terceiro motivo que me move é a mente barulhenta, os pensamentos que involuntariamente me inquietam, me desafiam a organizá-los por meio das palavras. Que buscam numa vã tentativa exteriorizar aquilo que somos compactuando aquilo que sentimos. Em penúltimo encontra-se a gratidão que me move como cristã, que me inspira leveza ao reconhecer Deus nas coisas simples, nos dons natos e na força da natureza. Por último, porém não menos importante, destaco a eterna curiosidade pelo desconhecido. As dúvidas que são traduzidas em interrogações. Que nos instiga a buscar sempre mais, a trilhar por caminhos que outros ainda desconhecem. A dúvida é a irmã da sabedoria. Se quer saber algo, pergunte. Não há atalho mais eficaz para o conhecimento!
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